Pular para o conteúdo principal
Pesquisa

UFU convoca voluntários para pesquisa sobre problemas no sono

Estudo busca analisar os efeitos de exercícios em pacientes que sofrem de Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono

Publicado em 25/07/2023 às 12:17 - Atualizado em 22/08/2023 às 16:38

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono impacta na saúde dos pacientes. (Foto: Freepik)

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma condição caracterizada pela obstrução transitória e repetitiva das vias aéreas superiores, em particular da faringe, durante o sono. Na SAOS estão incluídas as apneias e hipopneias. A apneia é definida como a falta de fluxo de ar por mais de 10 segundos e a hipopneia é a redução no fluxo de ar em aproximadamente 50% por pelo menos 10 segundos durante o sono. Os principais sintomas são o ronco intenso, o sono noturno interrompido e a sonolência diurna excessiva.

Sobre os impactos da SAOS, eles são variados e atingem diferentes sistemas do corpo humano. Dentre os efeitos cardiovasculares estão a hipóxia intermitente – que é quando o corpo não recebe a quantidade de oxigênio suficiente no sangue, além de inflamação, despertares frequentes e alterações na pressão intratorácica, que podem desencadear hiperatividade do sistema nervoso simpático.

Já os efeitos crônicos são: hipertensão arterial sistêmica (HAS), arritmia, fibrilação atrial, insuficiência cardíaca (IC), cardiomiopatia hipertrófica, alterações no metabolismo lipídico, glicídico, síndrome metabólica, aterosclerose, doença arterial coronariana (DAC) e acidente vascular cerebral (AVC). Os efeitos neurocognitivos são comumente falta de memória e atenção, sonolência diurna, dor de cabeça ao levantar-se, irritação e o risco de acidentes pela fadiga.

Além disso, os distúrbios do sono propiciam alterações nos mais diferentes órgãos e sistemas. Podem ser observadas alterações desfavoráveis no metabolismo de lipídios e carboidratos, resistência à insulina, hormônio do crescimento, padrões de secreção de corticosteróides e maior risco de câncer. Ainda, a má qualidade do sono pode desempenhar influência na função neurocognitiva e comportamental e desencadear sintomas precoces ou potencializar neurodegeneração em andamento, como nas doenças de Alzheimer, Parkinson e Huntington.

 

Estudo convoca voluntários

Pensando na melhor qualidade do sono de quem sofre com a SAOS, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) desenvolve um estudo acerca dos efeitos que os exercícios resistidos e os orofaríngeos podem exercer sobre pacientes que sofrem de apneia do sono. A pesquisa busca voluntários que possuam sintomas de ronco e sonolência durante o dia para que possam ser avaliados e receber tratamento para a doença.

Os exercícios orofaríngeos, também chamado terapia miofuncional orofacial, consistem em conjuntos de exercícios específicos para a musculatura de boca, língua, bochechas e pescoço. Durante o período do tratamento, eles devem ser realizados cinco vezes por semana, sendo uma delas o tratamento presencial e o restante realizado em casa, de modo remoto e com auxílio das terapeutas.

Já os exercícios resistidos para força corporal tem frequência de duas vezes na semana e duração de 55 minutos cada. O objetivo é fortalecer a musculatura de pernas, braços, peito, costas e abdômen.

O tratamento tem duração de 12 semanas, é totalmente gratuito e acontece no Campus Educação Física da UFU, localizado na rua Benjamin Constant, 1286, Bairro Nossa Senhora Aparecida. As modalidades oferecidas são Exercícios Orofaríngeos, Exercícios Resistidos e Educação em Saúde Associada.

Os candidatos passarão por uma avaliação inicial e outra ao final do tratamento para acompanhar a evolução do voluntário quanto a apneia do sono. A análise contém questionários para aferir a apneia do sono, a qualidade do sono, sonolência, nível de atividade física, função cognitiva, testes pulmonares, teste de força e circunferências corporais.

Dessa forma, os voluntários receberão acompanhamento profissional fisioterapêutico no tratamento da SAOS, além de orientação em relação a dúvidas no manejo da doença e no controle dos sintomas após o período de intervenção. O objetivo é que os ganhos esperados pelo tratamento, como a redução dos episódios de ronco, melhora da qualidade de vida e da qualidade do sono de modo geral possam se manter após o fim do tratamento.

Os interessados devem entrar em contato com a pesquisadora Alinny Peres por meio do WhatsApp (34) 9 9773-7883 e agendar a avaliação.

Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU.

Palavras-chave: sono apneia pesquisa

A11y